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Uso de tecnologias inovadoras não faz parte da agenda estratégica das empresas

Pesquisa encomendada pela ABDI mostra que soluções como Inteligência Artificial e Big Data ocupam espaço menor na ordem de importância dos planos de negócios

CCOM | 22/09/2021

A Pesquisa ABDI Conectividade e Indústria, realizada com 401 empresas de médio e grande porte brasileiras, revelou que tecnologias inovadoras, como Inteligência Artificial e Big Data, não são prioridades na agenda estratégica do setor industrial do país, mesmo em um cenário em que a digitalização ganha cada vez mais relevância na economia.

Confira aqui a pesquisa

“A indústria utiliza as TICs, sobretudo, como estratégia de gestão e, possivelmente, de redução de custos. Não há ainda a mentalidade para a utilização das TICs para a geração de negócios inovadores”, avalia o presidente da ABDI. Segundo Calvet, a adoção de tecnologias abre para a indústria uma ampla gama de oportunidades de negócios. “Temos várias frentes para percorrer rumo ao estímulo da adoção das tecnologias. É preciso sensibilizar as empresas para isso”, disse.

A ABDI atua em projetos pilotos de transformação digital e de modelagem de novos negócios, cujos resultados contribuem para mostrar às empresas o retorno dos investimentos em inovação e do uso de tecnologias.

Seguem abaixo os principais destaques da pesquisa:

•    As 3 estratégias de TI mais importantes para o futuro dos negócios, na visão dos respondentes, são software de gestão da produção, cybersegurança e ferramentas de produtividade (com ferramentas de BI no mesmo patamar, mas numericamente em quarto lugar em ordem de importância). Soluções de big data, Inteligência Artificial e Computação em Nuvem não aparecem entre as prioridades.

•    94% das empresas brasileiras têm área própria e/ou terceirizam atividades de TI.

•    Há um descompasso entre a importância dada às novas tecnologias e ao nível de utilização das tecnologias pelas empresas.

•    73% das empresas não possuem projetos de Internet das Coisas. Dentro desse público, a maior parte (44%) diz não ver necessidade do uso da tecnologia para o negócio.

•    Por outro lado, quase todas as empresas que adotaram um projeto de IoT dizem estar satisfeitas com os resultados: 40% acima do esperado e 50% dentro do esperado.

•    70% dos participantes consideram o orçamento da empresa para projetos de Tecnologia da Informação muito (42%) ou um pouco adequado (28%).

•    6 em cada 10 empresas pretendem ampliar o orçamento de TI nos próximos dois anos. Quem planeja aumento prevê até 35% de incremento nos orçamentos de TI.

•    Só 26% das empresas planejam redução. Em média, essa redução deve ser de 50%.

•    No entanto, 40% dos participantes declararam não ter verba definida para projetos de Tecnologia de Informação; e 49% responderam que as empresas onde atuam possuem anualmente até R$ 1 milhão para implementar projetos de TI.

•    58% dos respondentes consideram que o ecossistema de empresas de tecnologia da informação no Brasil está preparado para oferecer serviços específicos de TI para a realidade das indústrias no país.

•    Embora a maioria (63%) diga que a sua empresa está mais adiantada (7%) ou acompanhando o ritmo (56%) da indústria brasileira em geral, 2/3 dos entrevistados consideram que a indústria brasileira está atrasada em relação à indústria mundial.

•    As ferramentas mais comuns de TI, presentes em pelo menos 70% das companhias, são para reuniões virtuais, nuvem, cybersegurança, softwares de gestão da produção e novas ferramentas para o trabalho remoto.

•    As menos presentes são soluções de big data (19%), impressoras 3D (11%) e IA (10%).

•    O maior obstáculo para implementação de projetos de TI e conectividade é o alto custo (já enfrentado por 78% das empresas). Em segundo lugar vem a falta de mão de obra capacitada (69%).

•    57% das empresas dizem ter funcionários mal preparados para lidar com as necessidades de conectividade na indústria.

•    Realizada pela FSB Pesquisa, em todo o Brasil, o levantamento revela a percepção de gestores ou responsáveis técnicos das áreas de tecnologia num universo de 401 grandes e médias empresas industriais em uma amostra proporcional e representativa das empresas, de acordo com os dados da RAIS 2020. A margem de erro do estudo é de 4pp, com intervalo de confiança de 95%.